Os futuros de vergalhão de aço na China caíram para cerca de CNY 3.070, revertendo ganhos recentes e atingindo o menor patamar em quatro semanas. Esta queda é atribuída à fraca atividade contínua no setor de construção chinês, evidenciada pela pressão persistente no mercado imobiliário e pela queda anual dos preços de novas casas em julho. Paralelamente, os estoques de vergalhão de aço permanecem acima dos níveis do ano anterior, contribuindo para o excesso de oferta. A baixa lucratividade das siderúrgicas chinesas também limita a demanda por novos insumos, impactando diretamente os preços do minério de ferro. Para o investidor brasileiro, isso se traduz em pressão negativa sobre as ações de mineradoras como VALE3 e siderúrgicas como CSNA3 e GGBR4. Historicamente, desacelerações no setor imobiliário chinês, como em 2015-2016, resultaram em quedas de até 40% nos preços do minério de ferro. O próximo gatilho a monitorar são os dados de investimento em infraestrutura e quaisquer medidas de estímulo governamental para o setor imobiliário chinês. No médio prazo, o cenário aponta para uma recuperação lenta do mercado de metais industriais, dependente da eficácia das políticas de Pequim.
Nos próximos 3-6 meses, espera-se que os preços do aço e minério de ferro permaneçam sob pressão, com o minério de ferro (atualmente ~$115/ton) podendo testar a faixa de $105-110/ton. O principal gatilho de reversão seria um anúncio de estímulo fiscal robusto e direcionado ao setor imobiliário chinês, o que é improvável no curto prazo.
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