Ouro sobe com payroll fraco e menor chance de aperto do Fed

O ouro encerrou o pregão em alta, impulsionado pela divulgação de um payroll nos EUA que mostrou uma geração de vagas abaixo do esperado. Esse dado reduziu as apostas do mercado em um aumento adicional das taxas de juros pelo Federal Reserve, diminuindo o custo de oportunidade de manter ativos que não rendem juros. A consequente desvalorização do dólar e a queda nos rendimentos dos Treasuries tornaram o ouro mais atraente para investidores globais. No Brasil, a menor pressão sobre o dólar e a perspectiva de juros globais mais estáveis podem aliviar a pressão sobre o Banco Central, com potencial benefício para o mercado de ações. Historicamente, em períodos como 2019, quando o Fed pausou o ciclo de alta e iniciou cortes, o ouro teve valorização de aproximadamente 18% nos seis meses seguintes. O próximo gatilho será o relatório de inflação (CPI) e as falas de membros do Fed nas próximas semanas, que fornecerão mais clareza sobre a trajetória dos juros. No médio prazo, se a economia global desacelerar e o Fed se mover para um ciclo de flexibilização, o ouro tende a manter sua atratividade como hedge e ativo de refúgio.

Análise

Nas próximas 2-4 semanas, o ouro (GLD, atualmente $4134) deve consolidar acima de $4150, com potencial para testar $4200 se o DXY ($100.85) continuar sua trajetória de queda. O principal gatilho de curto prazo será a divulgação do CPI, que poderá validar ou refutar a tese de um Fed mais flexível. No médio prazo, a tendência é de valorização se o Fed realmente iniciar um ciclo de flexibilização.

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