Banco do Japão mantém taxa básica 1,25% e eleva projeção de inflação

O Banco do Japão (BoJ) manteve a taxa básica de juros em 1,25% ao ano nesta sexta-feira, 30 de outubro de 2026, após a reunião de política monetária de dois dias, seguindo aumentos realizados em junho e setembro. A decisão não foi unânime, pois um dos nove membros da diretoria votou contra a manutenção das taxas. O objetivo de longo prazo do BoJ é atingir uma inflação de 2% de forma sustentável. O presidente Kazuo Ueda tem mencionado riscos de alta para a inflação, mas o banco priorizou o monitoramento dos impactos dos aumentos anteriores. No Relatório Trimestral de Perspectivas divulgado na mesma sexta-feira, o BoJ manteve em 2,5% a previsão de inflação para o ano fiscal que termina em março de 2027, elevou a projeção para 2,6% no ano fiscal de 2027 e manteve a previsão de 2,0% para 2028. A decisão ocorre na esteira de uma medida semelhante tomada pelo Federal Reserve, que manteve as taxas de juros inalteradas na quarta-feira. Ambos os bancos centrais elevaram as taxas em setembro. O conflito prolongado no Oriente Médio elevou os preços da energia e de outras commodities, intensificando as pressões inflacionárias. O avanço da inteligência artificial também impulsionou a demanda por eletricidade, semicondutores e infraestrutura relacionada.

Análise

A decisão do BoJ de manter a taxa básica em 1,25% e elevar a projeção de inflação para 2027 define o desfecho. O próximo marco será a divulgação do relatório de política monetária em dezembro de 2026, que indicará se o banco central planeja ajustes adicionais. A reação do mercado dependerá da percepção de que a inflação está se aproximando do alvo de 2%, bem como de dados de inflação do Japão em outubro de 2026.

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