O Partido Liberal (PL), legenda do senador Flávio Bolsonaro (RJ), anunciou nesta quarta-feira, 4 de novembro de 2026, a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado Federal. A eleição está marcada para o dia 1º de fevereiro de 2027. O anúncio ocorre em um cenário de divisão na oposição, com a senadora Tereza Cristina (PP-MS) mantendo sua candidatura à chefia do Congresso. Em seu discurso, Marinho citou a "pacificação" do Brasil e o destravamento de pautas como a anistia aos condenados pelos atos do 8 de janeiro, além do avanço de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele prometeu que, se eleito, o Senado atuará como uma "salvaguarda" e força de oposição a Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Marinho expressou que tanto ele quanto Tereza Cristina têm "legitimidade" e que um entendimento entre eles sobre quem concorrerá deve ocorrer em data mais próxima do pleito, afirmando estarem "do mesmo lado" contra Davi Alcolumbre (União-AP). A reunião do PL contou com a presença de cerca de 33 parlamentares, incluindo os senadores Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Guilherme Derrite (PP-SP) e Marcel Van Hattem (Novo-RS).
A decisão sobre quem ocupará a presidência do Senado será tomada em 1º de fevereiro de 2027. O resultado desse pleito, combinado com a capacidade de articulação entre os partidos de oposição, definirá se haverá um bloqueio ou uma agenda legislativa mais fluida, influenciando a percepção de estabilidade institucional no Brasil.
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