Os Estados Unidos impediram o chefe do programa nuclear do Irã de participar de uma reunião da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) em Viena, barrando uma autorização especial devido a sanções da Organização das Nações Unidas (ONU). A ação provocou protestos de Teerã, intensificando as tensões diplomáticas. Este movimento eleva o prêmio de risco no mercado global de petróleo, dada a influência do Irã na oferta e a criticidade do Estreito de Ormuz. Para o investidor brasileiro, a alta do petróleo pode impactar a inflação e o câmbio. O Conselho de Segurança da ONU avaliará se o Irã violou o pacto de não proliferação nuclear, servindo como o próximo gatilho importante. Historicamente, a Crise do Petróleo de 1973, desencadeada por eventos geopolíticos, quadruplicou os preços do petróleo, gerando inflação e recessão global. No médio prazo, a persistência da escalada manterá o prêmio de risco, a menos que haja desescalada diplomática.
As tensões devem persistir nas próximas semanas, mantendo o prêmio de risco no petróleo. O gatilho principal será a decisão do Conselho de Segurança da ONU sobre a violação do pacto de não proliferação nuclear, que pode levar a sanções mais severas. Se o Conselho de Segurança da ONU adotar novas sanções, o Brent (hoje a $109.15) pode romper a resistência de $110 e buscar $115-120 por barril.
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