O Google revelou um investimento de pelo menos €13 bilhões (US$15.1 bilhões) em sua infraestrutura de inteligência artificial na Finlândia, a ser executado entre 2027 e 2028. A iniciativa é complementada por um contrato de compra de energia de 22 anos com a Fortum, que garantirá até 50% da produção da usina nuclear de Loviisa, marcando o primeiro acordo nuclear da gigante tecnológica fora dos EUA. Este compromisso financeiro da Google não só solidifica sua expansão em IA, mas também viabiliza um programa de extensão da vida útil e modernização da usina de Loviisa até 2050, que atualmente fornece 10% da eletricidade finlandesa. O mecanismo econômico subjacente é a busca por fontes de energia estáveis, de baixo custo e sustentáveis para alimentar a crescente demanda de data centers de IA, descarbonizando operações e reduzindo a volatilidade dos custos energéticos. Para o investidor brasileiro, o acordo reforça a tese de investimento em energia limpa e infraestrutura global, embora sem impacto direto no BRL ou IBOV. Um paralelo histórico pode ser traçado com o investimento de US$2 bilhões da Amazon em projetos de energia renovável em 2020 para suas operações, sinalizando a crescente necessidade de energia sustentável para big techs. O próximo gatilho a monitorar será a divulgação de planos de expansão de outras big techs no setor de energia e o avanço regulatório para novas usinas nucleares. No médio prazo, espera-se que o setor de energia nuclear ganhe tração como pilar para a demanda de IA.
Nos próximos 12-24 meses, espera-se que o Google continue a expandir sua infraestrutura de IA, com esta estratégia de energia servindo como um modelo para outras big techs. O gatilho para uma aceleração do setor de energia nuclear e utilities será a concretização de mais PPAs similares por outras grandes empresas de tecnologia, especialmente na Europa e EUA.
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