Os futuros de vergalhão de aço na China mantiveram sua queda recente, negociando a aproximadamente CNY 3.100 por tonelada no início de setembro. O principal fator é o aumento acentuado nos custos de matérias-primas, como metal quente e tarugos de aço em Tangshan, que tem aprofundado as perdas das siderúrgicas chinesas. Essa dinâmica de custos elevados, mesmo com exportações robustas, comprime significativamente as margens de lucro, impactando negativamente ações de siderúrgicas como CSNA3 e GGBR4 no Brasil, e mineradoras de minério de ferro como VALE3 e BHP. Um paralelo histórico pode ser traçado com 2015, quando o excesso de capacidade e a queda do aço levaram a desvalorizações superiores a 50% em ações do setor. A próxima divulgação de dados sobre custos de produção e volumes de exportação da China será um gatilho crucial para monitorar a sustentabilidade das margens. No médio prazo (3-6 meses), a continuidade da pressão de custos pode forçar cortes de produção, potencialmente estabilizando preços, mas mantendo a rentabilidade sob estresse.
Nos próximos 1-3 meses, espera-se que a volatilidade permaneça alta para as ações de siderúrgicas e mineradoras, com viés de baixa se os custos de matéria-prima continuarem a subir sem repasse efetivo. O payroll NFP de 4 de setembro e a decisão do FOMC em 16 de setembro podem introduzir novas dinâmicas cambiais e de demanda global, atuando como gatilhos.
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