O encerramento das atividades da unidade de Cabo de Santo Agostinho (PE) provocou um prejuízo líquido de R$ 161,9 milhões no terceiro trimestre de 2026, contrastando com o lucro de R$ 11 milhões registrado no mesmo período de 2025. O impacto contabilizado, de R$ 136,7 milhões, decorreu principalmente da revisão da estrutura industrial da divisão de metais e louças, que incluiu baixa de ativos imobilizados, redução de estoques e provisões para remediação ambiental, além da marcação a valor justo dos investimentos da DX Ventures e efeitos remanescentes do encerramento da unidade de Urussanga (SC). No resultado recorrente, a Dexco apresentou prejuízo de R$ 5,5 milhões, representando melhora de 87,1% frente ao prejuízo recorrente de R$ 42,7 milhões do ano anterior, enquanto as receitas somaram R$ 2,33 bilhões, com alta de 9,8% em relação ao ano anterior, sendo R$ 1,93 bilhão no mercado interno (crescimento de 9,7%) e R$ 404,4 milhões no mercado externo (crescimento de 9,9%).
A decisão do conselho de administração sobre o plano de reestruturação da divisão de metais, prevista para ser divulgada no final de outubro, definirá o desfecho. A divulgação de novos dados sobre a dívida líquida e a alavancagem da Dexco na próxima reunião de investidores em novembro também influenciará a percepção de risco.
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