Análises técnicas apontam para uma "cruz da morte" para o dólar americano, indicando uma potencial tendência de baixa para a moeda. O Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, reforçou a confiança do governo ao afirmar que "Eu sou a casa agora", sugerindo uma intervenção ou influência forte na política econômica. Uma desvalorização do dólar tipicamente alivia a pressão sobre commodities cotadas na moeda, tornando-as mais acessíveis para compradores internacionais, e pode beneficiar exportadores americanos e mercados emergentes. Um dólar mais fraco (USDBRL cairia) beneficia o Brasil ao reduzir a inflação importada e o custo da dívida externa, podendo levar a um ciclo de flexibilização monetária mais agressivo pelo Banco Central e valorização do IBOV e empresas exportadoras. Em 2017-2018, um período de fraqueza do dólar resultou em um rali significativo para o ouro e moedas emergentes, com o Ouro subindo cerca de 10% e o BRL se valorizando ~5% contra o dólar em um período de 6 meses. O próximo dado a monitorar será o payroll (NFP) em 2026-10-02, que pode influenciar as expectativas sobre a política monetária do Fed e, consequentemente, a trajetória do dólar. No médio prazo (3-6 meses), se a "cruz da morte" se confirmar e a postura do Tesouro se manter, o dólar pode testar níveis de suporte mais baixos, enquanto ativos de risco e commodities podem manter a tendência de alta.
Nas próximas 2-4 semanas, se o DXY romper o suporte de 100.5, a pressão de venda pode se intensificar, com potencial de queda para 99.5. O gatilho de aceleração virá do payroll de 2026-10-02; um resultado fraco pode confirmar a tese de dólar mais fraco e impulsionar commodities como Brent e Ouro para novos picos.
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