O Bitcoin não conseguiu recuperar o patamar de US$80.000, registrando queda em linha com as ações americanas, enquanto as tensões no Irã se intensificavam. A escalada geopolítica no Irã gera aversão ao risco, direcionando capitais para ativos mais seguros e impactando diretamente mercados sensíveis a eventos globais. Paralelamente, comentários de Scott Bessent, Secretário do Tesouro dos EUA, sobre a força do iene em torno de 153 por dólar, intensificaram temores de um desmonte de operações de carry trade. Esse movimento do iene sugere uma potencial reversão de fluxos de capital global, afetando a liquidez e o apetite por risco em ativos como BTC e ações de tecnologia. Em 2018, tensões comerciais EUA-China e aperto monetário do Fed provocaram uma retração de 20% no S&P 500 em 3 meses, com o Bitcoin caindo mais de 40% no mesmo período devido à aversão global ao risco. Os próximos dados de inflação dos EUA e a decisão do FOMC, agendada para 16 de setembro, serão cruciais para reavaliar o cenário de juros e o apetite por risco global. No médio prazo, a persistência de tensões geopolíticas ou uma aceleração do desmonte de carry trades pode manter a pressão sobre ativos de risco, exigindo cautela e seletividade.
Nas próximas 2-4 semanas, o Bitcoin deverá permanecer sob pressão, com o risco de testar a zona de $72.000-$75.000 se o cenário geopolítico no Irã não desescalar. A decisão do FOMC em 16 de setembro e novos desenvolvimentos no Oriente Médio serão gatilhos cruciais para a direção de curto prazo.
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