O pacote de medidas do governo inclui o perdão de dívidas para Microempreendedores Individuais (MEIs), com o anúncio ocorrendo às vésperas do segundo turno das eleições. Esta iniciativa alivia diretamente a pressão financeira sobre os MEIs, liberando capital que pode ser reinvestido em seus negócios ou direcionado ao consumo. Contudo, a medida gera um custo fiscal para o governo, representando uma receita não arrecadada que exige explicações. Os MEIs são os beneficiários diretos, ganhando fôlego financeiro, enquanto o Tesouro Nacional e as contas públicas são afetados pela perda de arrecadação. Se o custo fiscal for elevado e não compensado, pode haver pressão para o aumento da taxa Selic no futuro, encarecendo o crédito e a dívida pública para o pequeno investidor. A maior liquidez para MEIs pode, por outro lado, estimular o emprego e o consumo local, impactando preços de bens e serviços. O principal ponto a monitorar é a divulgação detalhada do custo fiscal e a forma como o governo planeja compensar essa perda de arrecadação, o que definirá a percepção de risco fiscal do país.
A divulgação detalhada do custo fiscal da medida e as explicações sobre como o governo pretende compensá-lo são os próximos eventos a monitorar. Essas informações definirão a magnitude do impacto nas contas públicas e, consequentemente, nas expectativas de juros e câmbio. O relatório de inflação ao consumidor dos EUA (CPI) em 14 de outubro e a decisão do FOMC (Fed) em 28 de outubro também influenciarão o cenário macro global, com reflexos no Brasil.
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