Ouro cai 2% com falas hawkish do Fed e alta do petróleo

Contratos futuros de ouro fecharam em queda de 2% nesta segunda-feira (13) na Comex, ampliando perdas em meio a declarações "hawkish" de Christopher Waller, diretor do Federal Reserve. A expectativa de juros mais altos nos Estados Unidos eleva o custo de oportunidade de manter o ouro, que não oferece rendimentos, direcionando capital para ativos com yield. Isso pressiona ETFs de ouro como GLD e IAU, enquanto o dólar (DXY, $101.25) tende a se fortalecer, impactando negativamente commodities precificadas na moeda americana. Para o investidor brasileiro, um dólar mais forte (USDBRL, $5.1316) pode mitigar parte da queda do ouro em reais, mas o custo de oportunidade da Selic alta permanece elevado. Historicamente, em 2018, durante um ciclo de alta de juros do Fed, o ouro caiu cerca de 10% enquanto o banco central americano elevava a taxa de fundos federais em 100 pontos-base. O próximo gatilho a monitorar são os dados de inflação (CPI) e as atas da próxima reunião do FOMC, que podem reforçar ou suavizar a postura do Fed. No médio prazo, se a inflação persistir, o ouro pode enfrentar resistência significativa, mas um cenário de recessão inesperada poderia reverter essa tendência.

Análise

Nas próximas 2-4 semanas, o ouro (atualmente em $3999.50) deve permanecer sob pressão, com potencial para testar a faixa de $3900-$3950, caso a retórica hawkish do Fed persista. Um fator chave será o próximo relatório de inflação, que pode confirmar ou amenizar a necessidade de juros mais altos e, consequentemente, a política monetária.

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