A notícia aponta para uma divisão entre eleitores de Trump sobre a situação econômica, com a inflação e o conflito no Irã sendo fatores cruciais que turvam as perspectivas. Este cenário macroeconômico e geopolítico afeta os mercados através da erosão do poder de compra pela inflação e do aumento do prêmio de risco associado à interrupção do fornecimento de petróleo. Consequentemente, ativos como o petróleo (XOM, PETR4), ouro (GLD) e empresas de defesa (LMT) tendem a se valorizar, enquanto companhias aéreas (AAL) e de consumo discricionário (MGLU3) enfrentam desafios. Para o investidor brasileiro, o impacto pode ser sentido na volatilidade do BRL e no aumento dos custos de importação, especialmente de commodities. Historicamente, conflitos no Oriente Médio, como a Guerra do Golfo de 1990-1991, resultaram em picos nos preços do petróleo e aumento da demanda por ouro. Os próximos dados de inflação e qualquer escalada ou desescalada no conflito do Irã serão gatilhos importantes a monitorar. No médio prazo, o cenário aponta para um risco de stagflation e maior volatilidade até a resolução das incertezas geopolíticas e eleitorais.
Nas próximas 4-8 semanas, espera-se alta volatilidade nos mercados, com o foco nos próximos relatórios de inflação (CPI, PPI) e desenvolvimentos no conflito do Irã. Se o Brent ($76.01 hoje) romper a resistência de $80, indicaria forte deterioração geopolítica, impulsionando XOM e PETR4. No médio prazo, o resultado das eleições nos EUA e a política monetária do Fed serão cruciais para definir a trajetória do sentimento do consumidor e dos mercados de risco.
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