A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informou que recebeu 11 propostas de projetos para testar a tokenização de ativos no mercado de capitais, mais que o triplo do número esperado inicialmente. As iniciativas fazem parte do Programa Piloto DLT, criado em outubro para avaliar o uso de redes de tecnologia de registro distribuído em operações com valores mobiliários. Entre as entidades que apresentaram propostas estão B3, Anbima, ABcripto, ABFintech, Liqi e ABToken, que protocolou dois projetos. Também apresentaram propostas a ABBC, a CSD, a parceria entre BEE4 e Núclea e a iniciativa conjunta da Real Price com o Registro de Imóveis do Brasil. O programa prevê testes com operações como emissão, negociação, custódia e liquidação de valores mobiliários, incluindo ações, debêntures e cotas de fundos de investimento. A intenção é identificar riscos e possíveis necessidades de mudanças nas regras para o uso dessas tecnologias. As propostas serão analisadas pelo Grupo de Trabalho de Tokenização (GTT) da CVM, que verificará se atendem aos requisitos da Resolução CVM 249, e se há pendências ou pontos que precisam de ajustes.
A decisão final do Grupo de Trabalho de Tokenização (GTT) da CVM sobre a conformidade das propostas, que deve ser publicada no final de 2026, definirá se os testes avançarão ou se serão requisitados ajustes regulatórios adicionais.
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