O chanceler do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que a retomada da diplomacia com os Estados Unidos 'não é impossível' após encontros 'criativos' com o primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdulrahman al-Thani. Essa sinalização ocorre apesar de uma nova campanha americana para aumentar o isolamento econômico de Teerã, destacando a dualidade nas relações. A potencial desescalada geopolítica pode reduzir o prêmio de risco em ativos de energia, afetando BRENT, PETR4 e XOM negativamente. Para o investidor brasileiro, um cenário de menor tensão global e petróleo mais barato pode aliviar a inflação e fortalecer o BRL e o IBOV. Historicamente, o acordo nuclear iraniano de 2015, que aliviou sanções, levou a um aumento na oferta de petróleo e consequente queda nos preços globais. O próximo gatilho será a resposta de Washington e a materialização de quaisquer passos diplomáticos concretos. No médio prazo, o sucesso ou fracasso dessas negociações moldará os fluxos de capital global e as expectativas de inflação.
Nas próximas 2-4 semanas, o mercado manterá um sentimento de 'wait-and-see', com volatilidade em ativos de energia e defesa. O BRENT pode testar o suporte de $82-84/barril se houver mais sinais de progresso diplomático. Um movimento claro da Casa Branca em relação às sanções será o principal gatilho. No médio prazo (2-3 meses), a direção dos preços do petróleo e o apetite por risco global dependerão da concretização de qualquer avanço ou escalada nas relações Irã-EUA.
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