O Tesouro dos Estados Unidos divulgou uma pesquisa antes do anúncio de refinanciamento trimestral previsto para 4 de novembro, indicando que não enviaria um sinal forte de redução do tamanho dos leilões de títulos. Essa comunicação foi vista como fraca, gerando a percepção de que a oferta de Treasuries de longo prazo permanecerá alta. Como resultado, os juros desses títulos aceleraram a alta no início da tarde desta sexta-feira, refletindo a relação inversa entre rendimento e preço dos títulos. O aumento dos rendimentos indica maior custo de financiamento para o governo e para agentes que dependem de referência de taxa de juros. Investidores de renda fixa podem reavaliar a alocação entre títulos de curto e longo prazo, enquanto participantes do mercado de câmbio podem observar pressões sobre o dólar. Historicamente, sinais de maior oferta de dívida soberana têm impulsionado rendimentos e reduzido preços de títulos. O desfecho dependerá da confirmação, nos próximos dias, da política de leilões que o Tesouro adotará no refinanciamento de 4 de novembro e das reações do Federal Reserve nas próximas decisões de política monetária.
A decisão do Tesouro sobre o tamanho dos leilões no refinanciamento de 4 de novembro definirá se a oferta de dívida aumentará. A reunião do FOMC em 28 de outubro, com decisão de juros, também influenciará os rendimentos. O CPI dos EUA em 10 de novembro pode reforçar expectativas de política monetária mais restritiva.
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