O mercado global de petróleo bruto está se movendo de volta para uma situação de excesso de oferta, de acordo com analistas do Goldman Sachs e JPMorgan. A destruição da demanda, causada pelos altos preços, está dissipando as preocupações com um déficit e aumentando as com um excedente. O JPMorgan estimou que o mercado global de petróleo retornou a um excedente de 1,1 milhão de barris por dia em setembro, que se ampliou para 1,4 milhão de barris por dia em outubro, quase igualando a média de 1,3 milhão de barris por dia do ano anterior. Por outro lado, o Goldman Sachs avaliou que o mercado de petróleo estava equilibrado em setembro e outubro, mesmo com relatos de recuperação das exportações de petróleo do Golfo Pérsico e apesar de cinco ataques iranianos a petroleiros no Estreito de Ormuz desde o último domingo. O banco de investimento também não detectou quedas nos estoques globais de petróleo nos últimos dois meses. A Vortexa calculou os fluxos de petróleo para fora de Ormuz em 14 milhões de barris diários, incluindo condensados, o que representa 86% dos níveis pré-guerra, mas dados de outubro mostram um recuo nas exportações marítimas de petróleo do Oriente Médio devido a riscos elevados, conforme notado pelo analista George Morris. A International Energy Agency (IEA) estimou a destruição da demanda de petróleo neste ano em 2,6 milhões de barris diários, com uma recuperação da oferta de 2,5 milhões de barris em setembro, mas alertou para um declínio anual da oferta de 5,8 milhões de barris diários, totalizando 100,7 milhões de barris diários.
A decisão da OPEP+ sobre os níveis de produção em sua próxima reunião (data a ser divulgada) será crucial para o balanço de oferta e demanda. Os próximos relatórios mensais da International Energy Agency (IEA) e do JPMorgan sobre as projeções de demanda e oferta global de petróleo, esperados para as primeiras semanas de dezembro, fornecerão mais clareza sobre a persistência ou a dissipação do excedente. Dados econômicos globais, como os índices PMI e relatórios de inflação de grandes economias, a serem divulgados ao longo de novembro e dezembro, também definirão a trajetória da demanda por energia.
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