O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) registrou alta de 1,47% em setembro, após uma deflação de 0,51% em agosto, resultando em um acúmulo de 3,29% nos últimos 12 meses, conforme dados da FGV Ibre. A principal força motriz por trás dessa aceleração foi o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), com a notícia mencionando especificamente o aumento da incerteza nos produtos agropecuários, indicando choques de oferta ou demanda no setor. A persistência da inflação no atacado (IPA) tende a ser repassada ao consumidor, mantendo o Banco Central sob pressão para sustentar a Selic em patamar restritivo, impactando negativamente o endividamento corporativo e o consumo doméstico. Historicamente, em 2021-2022, picos de IGP impulsionados por commodities levaram a aumentos mais agressivos da Selic, como visto no ciclo que levou a taxa básica a 13,75% em 2022, impactando severamente o varejo e construção civil. O próximo dado crucial será o IGP-M de outubro, assim como as decisões de política monetária do COPOM, cujas atas e comunicados serão monitorados para sinais sobre a trajetória da taxa de juros. No médio prazo, um IGP-10 consistentemente acima das expectativas pode forçar o Banco Central a manter juros altos por mais tempo, limitando o crescimento econômico e favorecendo ativos de valor em detrimento de crescimento e endividamento.
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