A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), através do superintendente Antonio Berwanger, indicou a intenção de flexibilizar as exigências para tokens de crédito na reforma da Resolução 88, que regula o crowdfunding de investimento. Essa medida visa expandir o mercado de crédito tokenizado, reduzindo barreiras regulatórias para emissão e negociação de dívidas digitais, o que pode aumentar a liquidez e acessibilidade. Para o investidor brasileiro, a flexibilização abre novas avenidas de investimento em dívida com menor barreira de entrada e maior fracionamento, diversificando portfólios e potencialmente oferecendo retornos diferenciados. Um paralelo histórico pode ser traçado com a liberação dos CRIs/CRAs no Brasil nos anos 2000, que expandiu o mercado de securitização de dívidas e atraiu novos investidores. A publicação da versão final da reforma da Resolução 88 pela CVM será o próximo gatilho a ser monitorado. No médio prazo, espera-se maior adoção de ativos tokenizados, com potencial para reconfigurar a paisagem da renda fixa e do crédito no país, embora a liquidez inicial possa ser um desafio.
Nos próximos 6-12 meses, se a CVM formalizar as regras com clareza e incentivo, espera-se que o mercado de tokens de crédito no Brasil atraia mais de US$500 milhões em novos investimentos, com a entrada de pelo menos 2-3 grandes players de tecnologia ou instituições financeiras tradicionais. O gatilho primário será a publicação oficial da nova Resolução 88, que pode ocorrer antes do final de 2026.
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