Os futuros de soja subiram para cerca de US$ 12,5 por bushel, alcançando o nível mais alto desde maio de 2024, devido à forte demanda chinesa por suprimentos dos EUA. O USDA relatou uma venda privada de 333.000 toneladas métricas de soja dos EUA para a China para entrega em 2026/27, evidenciando uma contínua onda de aquisição pelo maior importador mundial de soja. Este aumento reflete a crescente escassez global de oferta frente à demanda, elevando os custos da matéria-prima para a indústria de alimentos e ração animal. Consequentemente, ações de empresas do agronegócio e exportadoras tendem a se beneficiar, enquanto processadoras de alimentos enfrentam pressão nas margens. Para o investidor brasileiro, o real pode se fortalecer com o aumento das exportações agrícolas, mas a inflação de alimentos se torna uma preocupação. Historicamente, ralis semelhantes em commodities agrícolas, como o de 2010-2011, foram impulsionados por forte demanda asiática e levaram a picos de preços. O próximo gatilho a monitorar são os relatórios de oferta e demanda do USDA e o ritmo das importações chinesas. No médio prazo, a sustentação da demanda chinesa e as condições climáticas nas principais regiões produtoras determinarão a trajetória dos preços da soja.
Nas próximas 4-8 semanas, os preços da soja ($12.50/bushel hoje) devem se manter elevados, com potencial de testar US$13.00-13.50/bushel se os próximos relatórios do USDA confirmarem a firmeza da demanda chinesa e se houver sinais de estresse na safra sul-americana. A atenção se volta para os dados de importação da China e as projeções de safra do USDA, que podem atuar como catalisadores para a continuação do rali.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real