No primeiro pregão de novembro, após o feriado de Finados, os ativos brasileiros registraram forte aversão ao risco. O Ibovespa fechou em baixa, perdendo o patamar dos 165 mil pontos, com queda de 1,42% para 165.528,92 pontos, sua mínima de fechamento desde 19 de janeiro, e chegou a 164.446,53 pontos no pior momento do dia. A desvalorização foi liderada por Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3). O dólar à vista encerrou o dia cotado a R$ 5,4863, alta de 0,74%, enquanto a taxa do DI para janeiro de 2028 subiu para 14,57% e a taxa para janeiro de 2035 para 15,4%. O nervosismo decorreu de relatos de que uma ala do governo consideraria as ideias de André Lara Resende, que propõe manter a taxa Selic no nível da soma da meta de inflação (3%) com o crescimento potencial (2,5%). O ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou reunião com Resende e classificou a proposta como incipiente. Economistas e estrategistas, como Luis Felipe Vital (Warren Investimentos) e Daniel Teles (Valor Investimentos), apontaram falta de sinalizações claras sobre política fiscal e de juros como causa da volatilidade.
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