Estudo associa emissões de carbono na Amazônia a desmatamento e queimadas

Um estudo liderado pela pesquisadora Luciana Gatti, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apontou que as emissões de carbono na Amazônia são causadas principalmente por atividades humanas, como desmatamento e queimadas. A pesquisa analisou 15 anos de medições do fluxo de dióxido de carbono (CO₂) e monóxido de carbono (CO), entre 2010 e 2024, e foi publicada na revista científica Nature. Os pesquisadores dividiram os dados em três grupos, conforme condições do tempo, intensidade das atividades humanas e emissões registradas em cada ano. O primeiro grupo reuniu 2011 a 2014, além de 2017 e 2018, período classificado como mais úmido e com baixa atividade humana, como desmatamento, queimadas e degradação. Nesse intervalo, o balanço médio de carbono emitido foi de 408 milhões de toneladas de CO₂ ao ano. O segundo grupo abrangeu 2019 a 2022, anos com baixo estresse climático e intensificação das atividades humanas, principalmente desmatamento e degradação. Nesse caso, a média anual de emissões foi de 1,58 bilhão de toneladas de CO₂. O terceiro grupo incluiu 2010, 2015, 2016, 2023 e 2024, com anos quentes e secos, alto estresse climático e intensificação das atividades humanas. A média anual chegou a 1,80 bilhão de toneladas de CO₂. Quer ficar por dentro da previsão do tempo e dos alertas meteorológicos? Acesse a página do tempo do Canal Rural e planeje-se! Segundo o estudo, os grupos 2 e 3 não diferem significativamente nas emissões de carbono, sendo ambos dominados pelo desmatamento e pela queima de biomassa. Os dados também indicaram que, embora o estresse climático não seja decisivo para o aumento das emissões, as secas podem ampliar o volume de carbono liberado por ações humanas. Em uma análise mais ampla, com 46 anos de dados sobre condições climáticas e atividade humana, os pesquisadores identificaram redução de 8% na média anual de precipitação e queda de 20% no volume máximo de chuvas na estação seca, de agosto a novembro. No mesmo período, a temperatura média anual subiu 1,13 °C, enquanto na estação seca a alta foi de 1,81 °C. O estudo conclui que as ações humanas diretas representam os principais riscos para a Amazônia e afirma que a redução drástica dos incêndios é essencial para evitar um ponto de inflexão. A pesquisa foi assinada por 33 cientistas e marca a quarta publicação liderada por Luciana Gatti na Nature. Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br O post Estudo associa emissões de carbono na Amazônia a desmatamento e queimadas apareceu primeiro em Canal Rural.

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