As vendas do grupo francês Carrefour no Brasil tiveram crescimento comparável de 1,4% no terceiro trimestre deste ano, para aproximadamente 5,1 bilhões de euros, apesar do que a empresa classifica como “ambiente ainda desafiador” no país. O desempenho foi impulsionado pelas lojas do Atacadão. A alta comparável exclui o efeito da inflação do petróleo, bem como mudanças de calendário. Sem esses ajustes, as vendas consolidadas do Carrefour no Brasil avançaram 9,4% em relação ao mesmo período do ano passado. O crescimento foi puxado sobretudo pela rede Atacadão, cujas vendas somaram 3,8 bilhões de euros — alta comparável de 2%. O grupo atribui esse avanço a ganhos de participação de mercado e a uma melhora sequencial dos volumes vendidos, impulsionada pelas iniciativas comerciais adotadas no trimestre. Foram abertas duas lojas do Atacadão no período. Entre julho e setembro, a operação de varejo da marca Carrefour apresentou um declínio comparável de 2,3% nas vendas, para 993 milhões de euros. O desempenho reflete a descontinuação do negócio de comércio eletrônico de produtos não alimentícios, enquanto as vendas de alimentos avançaram 1,5% em termos comparáveis, segundo a companhia. As lojas do Sam’s Club tiveram a maior alta comparável nas vendas, de 3,6%, puxadas por um aumento dos volumes e do número de membros ativos. Em comunicado, o grupo varejista diz que o mercado brasileiro continuou caracterizado por queda nos volumes, penalizado principalmente por juros “persistentemente” elevados. Entre as iniciativas adotadas no trimestre, destaca a ampliação do número de produtos oferecidos sob a marca própria Bulnez, cujo portfólio chegou a 300 itens. Observa ainda que o Atacadão está acelerando ganhos de participação de mercado “em um ambiente ainda desafiador”. O Carrefour encerrou setembro com 718 lojas no Brasil, considerando todas as redes, o mesmo número que apresentava ao fim de 2025. Divulgação/Atacadão
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