O Assaí (ASAI3) divulgou no terceiro trimestre de 2026 (3º trimestre de 2026) lucro líquido recorrente de R$ 248 milhões, representando aumento de 55,2% em relação ao mesmo período de 2025, abaixo do consenso Bloomberg de R$ 287 milhões. O lucro líquido contábil atingiu R$ 427 milhões, crescimento de 119% versus 2025. A varejista registrou receita líquida de R$ 19 bilhões, estável em relação ao ano anterior, e receita bruta de R$ 21,3 bilhões, alta de 2,7% anual. O Ebitda ajustado foi de R$ 1,1 bilhão, margem de 5,7%, praticamente estável. A alavancagem, medida pela relação dívida líquida sobre Ebitda, caiu para 2,15 vezes, de 3,03 anos atrás e 2,37 no 2º trimestre de 2026. Nos últimos 12 meses, a companhia reduziu R$ 1,3 bilhão da dívida líquida e dos recebíveis descontados, que caíram de R$ 2 bilhões para R$ 1,2 bilhão. O Ebitda acumulado em 12 meses cresceu 27,3%. O CEO Belmiro Gomes destacou foco na redução do endividamento. A geração de caixa operacional foi de R$ 3,3 bilhões e a geração de caixa livre R$ 2,8 bilhões. As vendas nas mesmas lojas (SSS) avançaram 0,1% no trimestre, com crescimento de 3,9% em outubro. O market share das lojas maduras permaneceu em 30% no acumulado do ano, base de clientes acima de 40 milhões por mês. Despesas operacionais cresceram 4,2%, abaixo da inflação acumulada de 12 meses. A rede encerrou julho a novembro com 11 unidades da Assaí Farma e espera alcançar 25 até fim de 2026. Vendas do serviço last mile cresceram 204% anual, e a companhia concluiu a aquisição de 18 postos de combustíveis em São Paulo. A expansão das marcas próprias visa comercializar aproximadamente 250 produtos sob marca exclusiva ao fim do ano. Desde a proibição das bets em 25 de setembro, a empresa observa melhora no consumo alimentar, especialmente entre clientes de baixa renda.
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