Governo propõe R$0,39/operação para bancos em Split Payment

O governo brasileiro propôs uma remuneração de R$0,39 por operação aos bancos para o processamento do 'split payment' (pagamento dividido) no âmbito da Reforma Tributária. Esta tarifa visa compensar as instituições financeiras pelos custos operacionais de segregação e recolhimento automático de impostos na fonte, impactando a receita de serviços e potencialmente os custos para comerciantes. Bancos como ITUB4, BBDC4 e BBAS3 podem ver um novo fluxo de receita, enquanto empresas de adquirência como CIEL3 e PAGS34 (BDR) podem enfrentar pressões sobre suas margens. O sistema de split payment, com esta remuneração, pode aumentar a eficiência na arrecadação tributária, mas também pode gerar custos adicionais para o comércio e, indiretamente, para o consumidor final, afetando o volume transacionado. Similar à introdução do PIX em 2020, que transformou a dinâmica de pagamentos e gerou novas fontes de receita e desafios para o setor, embora com modelo de remuneração distinto. A aprovação final dos detalhes regulatórios da Reforma Tributária e a definição dos volumes transacionais iniciais serão os próximos gatilhos para o mercado. No médio prazo, o split payment pode reconfigurar as receitas de serviços financeiros e a base tributária, com potencial para impactar a lucratividade dos participantes e a dinâmica de pagamentos eletrônicos.

Análise

Nos próximos 3-6 meses, o mercado monitorará a regulamentação final do split payment e os primeiros números de adesão, com potencial para valorização dos bancos com boa infraestrutura e pressão sobre adquirentes. O principal gatilho de aceleração será a publicação dos detalhes operacionais e o início da fase de testes ou implementação.

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