Evy Hambro, da BlackRock, projeta um novo ciclo de valorização para as commodities, com a demanda sendo significativamente impulsionada pela inteligência artificial e pela eletrificação global. Ele ressalta que o subinvestimento na capacidade de oferta ao longo dos últimos anos criará um desequilíbrio estrutural, mantendo os preços elevados e sustentados. Paralelos históricos com o superciclo de commodities dos anos 2000, impulsionado pela industrialização da China, sugerem potenciais ganhos expressivos. O próximo gatilho a monitorar será a aceleração da adoção de IA e os progressos na infraestrutura de eletrificação, especialmente dados de demanda de energia e metais para baterias. No médio prazo (12-24 meses), o cenário é de preços resilientes, com a oferta lutando para acompanhar o crescimento da demanda tecnológica.
Nos próximos 6 a 12 meses, espera-se que os preços das commodities, especialmente metais industriais e terras raras, permaneçam resilientes e com tendência de alta. O gatilho para uma aceleração do ciclo será a divulgação de resultados de gigantes de tecnologia que reforcem a demanda por infraestrutura de IA e dados mais concretos sobre a expansão da frota global de veículos elétricos. Se o crescimento da demanda superar as projeções atuais, os preços podem testar novos recordes, com o cobre superando $6/libra e o níquel $25k/tonelada.
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