As vendas do Tesouro IPCA+ dispararam 73% no primeiro semestre de 2026, somando R$18,8 bilhões, contra R$10,9 bilhões no mesmo período de 2025. Esse salto é atribuído aos juros reais recordes oferecidos pelos títulos, tornando-os altamente atrativos para investidores. A demanda crescente por esses títulos públicos atrelados à inflação indica uma realocação de capital em busca de proteção e rendimentos consistentes. Este movimento exerce pressão sobre ativos de risco, como ações de empresas sensíveis a crédito e fundos imobiliários de tijolo, que se tornam menos competitivos. Em 2016, juros elevados também provocaram forte demanda por títulos indexados, beneficiando investidores que se posicionaram. O próximo gatilho será a divulgação de novos dados de inflação e a postura do Copom frente à taxa Selic. No médio prazo, o cenário de juros reais altos pode persistir, favorecendo a renda fixa e penalizando o crescimento via crédito.
O forte fluxo para o Tesouro IPCA+ deve persistir nas próximas 4-8 semanas, mantendo a pressão sobre ações de crescimento e FIIs de tijolo. O próximo gatilho relevante será a decisão do Copom sobre a Selic, que consolidará ou alterará as expectativas para os juros reais no médio prazo. Se a Selic se mantiver alta, a atratividade do IPCA+ será reforçada, com potencial para novas máximas de captação no segundo semestre.
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