Jeffrey Rosenberg, gestor de portfólio da BlackRock, analisou o relatório de empregos de setembro nos EUA, classificando-o como um sinal 'dovish' para a política monetária do Federal Reserve. Um relatório de empregos que indica desaceleração no mercado de trabalho pode aliviar a pressão inflacionária, levando o Fed a adotar uma postura menos agressiva na elevação das taxas de juros, ou até mesmo considerar cortes futuros. Este cenário de juros mais baixos tende a favorecer ativos de risco e empresas com alta sensibilidade a crédito, ao reduzir o custo de capital e de financiamento. A interpretação de Rosenberg reflete o posicionamento de grandes gestores diante de dados macroeconômicos chave. Um paralelo histórico pode ser observado em agosto de 2023, quando um relatório de empregos mais fraco do que o esperado (200 mil vagas criadas vs 250 mil esperadas) levou o Fed a pausar as altas de juros na reunião seguinte, resultando em uma queda nos yields dos Treasuries de 10 anos de 4,3% para 4,1% em uma semana. O que definirá o desfecho será a divulgação do relatório de inflação (CPI) de outubro, esperado para meados de novembro, e o próximo relatório de empregos (payroll) de outubro, previsto para início de novembro, que confirmarão ou não a tendência de desaceleração.
O que definirá o desfecho da política monetária do Fed será a divulgação do relatório de inflação (CPI) de outubro, esperado para meados de novembro, e o próximo relatório de empregos (payroll) de outubro, previsto para início de novembro, que confirmarão ou não a tendência de desaceleração do mercado de trabalho e da inflação.
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