O senador Camilo Santana (PT-CE), um dos coordenadores da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou, nesta sexta-feira (23), que Flávio Bolsonaro (PL), adversário do petista na disputa presidencial, recuou do compromisso de abrir seus sigilos bancário e telefônico. Segundo o parlamentar, o candidato condicionou a divulgação dos dados a uma decisão judicial. As campanhas dos dois presidenciáveis assinaram, na quinta-feira (22), um termo em que autorizam a abertura total e simultânea dos respectivos sigilos bancário, fiscal e telefônico, com a divulgação das informações em um site de acesso público. Após o acordo, o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu que os candidatos podem divulgar voluntariamente informações protegidas por sigilo. Segundo o ministro, cabe aos próprios postulantes decidir sobre a divulgação, e não à Justiça Eleitoral arbitrar a questão. “As procurações que eles entregaram autorizam a divulgação pública de todos os dados e informações obtidos a partir de decisão judicial do Tribunal Superior Eleitoral. Ou seja, não é espontâneo, é só se o tribunal exigir que eles abram. Então, assim, é um absurdo”, disse Camilo a jornalistas. O senador afirmou ainda que Flávio só aceitou o desafio após sofrer pressão nas redes sociais. Segundo Camilo, o candidato do PL levou quatro dias para responder e apresentou uma série de condicionantes para a divulgação dos dados, que foram aceitas por Lula. “Além de terem demorado quatro dias para responder e imposto dezenas de condicionantes, a gente conclui que eles fugiram porque não querem mostrar a verdade para o povo brasileiro saber quem é ladrão e quem não é neste país", ressaltou.
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