O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Lavrov, alertou que os ataques retaliatórios russos contra a Ucrânia terão 'consequências mais graves', expressando pesar pelo Reino Unido e afirmando que o fim da Ucrânia não será feliz. Esta retórica eleva o prêmio de risco geopolítico, sugerindo uma escalada potencial no conflito e aumentando a incerteza sobre o fornecimento de commodities, especialmente energia, e a estabilidade europeia. O Brasil, como exportador de commodities, pode ver fluxos de capital de risco-off e aumento de preços de energia que afetam a inflação e a taxa Selic. Governos e bancos centrais globais podem reavaliar suas políticas monetárias, buscando conter a inflação impulsionada por commodities. Qualquer nova declaração escalatória ou ação militar na Ucrânia, especialmente envolvendo membros da OTAN, será um gatilho imediato. No médio prazo, a persistência da retórica e a ausência de desescalada manterão a volatilidade, favorecendo setores defensivos e de commodities, e pressionando o crescimento global.
Qualquer escalada real no conflito ou sanções adicionais serão gatilhos para uma intensificação do movimento de risk-off. O cenário dependerá da evolução da retórica e das ações militares.
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