O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de junho registrou um patamar abaixo da mediana das expectativas do mercado, sinalizando uma desinflação mais rápida do que o previsto. Consequentemente, os contratos de juros futuros de prazos mais longos recuaram, refletindo a antecipação de um ciclo de corte da Selic mais prolongado ou intenso. A leitura do Relatório de Política Monetária do Banco Central, juntamente com a quinta queda consecutiva nos preços do petróleo, contribuiu para aliviar as preocupações inflacionárias. Este cenário tende a favorecer setores sensíveis à taxa de juros, como varejo e construção, devido à melhoria do ambiente de crédito e consumo. Por outro lado, a queda do petróleo impacta negativamente as empresas do setor de óleo e gás. A expectativa é de que o Banco Central mantenha sua postura de flexibilização monetária, beneficiando a renda variável e o setor imobiliário. O próximo IPCA e as decisões do Copom serão cruciais para confirmar essa tendência.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que os juros futuros de longo prazo continuem a recuar, com o DI futuro de Jan/27 testando a faixa de 9,80%-10,00%, impulsionado pela expectativa de desinflação. O gatilho para uma aceleração ou desaceleração dessa tendência será a próxima divulgação do IPCA de julho e a ata da reunião do Copom. No médio prazo (2-3 meses), se o cenário de corte de juros se consolidar, o IBOV pode buscar novos patamares de alta, com empresas de consumo e imobiliárias liderando os ganhos.
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