A Argentina registrou a perda de 241 mil empregos formais desde a posse de Milei, um dado que reposiciona o desemprego como a principal preocupação dos eleitores, superando a inflação. Este cenário de deterioração do mercado de trabalho é apontado por especialistas como a maior ameaça à governabilidade e à agenda de reformas do presidente. Economicamente, a contração do emprego formal sinaliza uma desaceleração profunda do consumo e da atividade produtiva, impactando diretamente o desempenho de empresas como YPF, GGAL e BMA, além do ETF ARGT. Para investidores brasileiros, a instabilidade na Argentina pode gerar cautela em relação a outros mercados emergentes da América Latina, embora o impacto direto seja limitado no curto prazo. Um paralelo histórico relevante é a crise argentina de 2001, onde o desemprego massivo foi um catalisador de instabilidade social e econômica. O próximo gatilho a observar serão os novos dados de emprego e as medidas governamentais para endereçar a questão, com a visão de médio prazo indicando maior volatilidade para a região.
Nas próximas 4-8 semanas, a atenção se voltará para novos indicadores de emprego e para a reação do governo de Milei à crescente preocupação social. Se o governo não apresentar um plano crível para a geração de empregos ou para mitigar o impacto social, a confiança em ativos argentinos, como ARGT e YPF, pode se deteriorar ainda mais, com quedas adicionais de 5-10% no ETF. O gatilho para uma reversão negativa seria a escalada de protestos ou a sinalização de abandono da austeridade fiscal, enquanto uma estabilização exigiria dados de emprego mais favoráveis.
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