O Tesouro dos EUA realizou uma operação de compra de US$ 5.2 bilhões em títulos, com o objetivo de dar suporte a papéis mais antigos no mercado de dívida. Contudo, a persistência de rendimentos reais crescentes evidencia que as condições de liquidez do mercado ainda não se suavizaram, impactando negativamente o ambiente de financiamento para ativos digitais. Para o investidor brasileiro, o cenário de rendimentos reais elevados globalmente pode aumentar a aversão ao risco, pressionando o câmbio USDBRL e limitando o fluxo para mercados emergentes. Historicamente, períodos de aumento dos rendimentos reais e aperto monetário, como observado em 2018, precederam quedas significativas nos mercados de criptoativos. Os próximos dados de inflação e a decisão do FOMC serão gatilhos cruciais para a direção dos rendimentos reais e, por extensão, para o Bitcoin e seus produtos financeiros. No médio prazo, um ambiente de juros altos persistentes continuará a ser um vento contrário para o Bitcoin, a menos que haja uma mudança na política monetária.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que o Bitcoin (BTC) e seus ETFs (IBIT, FBTC) permaneçam sob pressão, com o BTC potencialmente recuando para a faixa de US$ 75.000-76.000. O gatilho para uma reversão seria uma mudança nas expectativas de política monetária do Fed, indicando um pico nos rendimentos reais. No médio prazo (1-3 meses), a resiliência do Bitcoin dependerá da capacidade de absorver o choque de liquidez e da retomada do fluxo institucional.
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