O iFood protocolou na quarta-feira (4) uma ação judicial contra a concorrente Keeta por condutas anticompetitivas. A plataforma brasileira alega que a chinesa pratica preços predatórios, com operação deficitária financiada por recursos provenientes de sua matriz, a Meituan, para atrair clientes e sufocar a concorrência. O iFood também acusa a Keeta de “aliciamento ilícito” de restaurantes exclusivos do iFood, com uso de incentivos para quebra de exclusividade e acesso a dados confidenciais. À 1ª Vara Empresarial e de Conflitos de Arbitragem de São Paulo, a empresa de delivery brasileira também solicita uma perícia econômico-financeira para verificar o volume de subsídios oferecidos para manter os preços artificialmente baixos, o que classifica como “concorrência desleal”. Essa não é a primeira denúncia formalizada pelo iFood contra a Keeta. Em agosto, a plataforma de delivery pediu ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) uma intervenção contra à concorrente também pelo que chamou de “prática predatórias”. Desta vez, na Justiça, a empresa brasileira afirma que os subsídios da Keeta são utilizados para oferecer cupons e descontos irracionais aos consumidores, “estimulando uma falsa demanda baseada em promoções que não se sustentam no longo prazo”. Segundo o iFood, a consequência disso é uma “bolha de cupons” que tenderia a estourar quando os subsídios são suspensos. “O que se discute na ação não é a existência de competição, mas qual resposta daremos aos restaurantes que, hoje, estão investindo na expansão de suas operações por acreditarem em uma demanda fictícia que deixará de existir quando os subsídios forem racionalizados, e como lidaremos com os entregadores quando a demanda pelo seu trabalho e a sua renda diminuírem “, afirma o vice-presidente Jurídico, de Políticas Públicas e M&A do iFood, Lucas Pittioni. O executivo alega que a Keeta possui, hoje, um participação de mercado “fictícia” financiada pelos subsídios. Além disso, o iFood acusa a concorrente de ter criado uma equipe dedicada, com alguns de seus ex-funcionários, para abordar restaurantes que possuem contrato de exclusividade. : US$ 300 por hora de conversa: o preço da informação na guerra iFood x Keeta Procurada, a Keeta diz que o iFood se aproveita de uma “essa é uma estratégia clara de plataforma monopolista para manter sua posição dominante no setor, atacando uma empresa entrante que busca fomentar um mercado competitivo em benefício de todo o ecossistema de entrega de comida”. De acordo com a Keeta, o iFood tem cerca de 80% do mercado brasileiro de delivery e consolidou sua posição “por meio de uma estratégia agressiva de cláusulas de exclusividade. Afirma ainda que a plataforma brasileira estaria tentando desviar a atenção das autoridades da investigação do CADE por descumprimento do acordo assinado com a autarquia contra cláusulas de exclusividade. Em 2023, o iFood celebrou um acordo com o órgão antitruste estabelecendo critérios para a inclusão de cláusulas de exclusividade junto a restaurantes. O acordo limita a 25% o volume de vendas atrelado a restaurantes exclusivos e não permite estabelecer bloqueios com marcas que tenham 30 ou mais estabelecimentos. The post iFood entra na Justiça contra Keeta por condutas anticompetitivas appeared first on InfoMoney.
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