O presidente da Volkswagen do Brasil, Ciro Possobom, considerou o texto da Medida Provisória do Imposto Seletivo "alinhado ao que foi discutido entre o governo e o setor automotivo". Segundo o executivo, o texto "preserva pontos importantes como a previsibilidade de requisitos técnicos já conhecidos". Possobom elogia, ainda, o fato de o tributo conceder prazo adicional para a definição dos critérios de etapa fabril, densidade tecnológica e pegada de carbono. "Agora, é fundamental que a tramitação no Congresso Nacional busque esse equilíbrio, sem mudanças que aumentem a carga tributária ou criem benefícios específicos", destacou o dirigente. Possobom é um dos dirigentes da indústria automobilística mais engajados na mobilização contra a produção de veículos em regime SKD – que prevê a entrada de carros semimontados, principalmente da China, para posterior acabamento final no Brasil. O executivo tem reiteradamente defendido a elaboração de normas que defendam a indústria local e que fixem exigências de alto conteúdo local na fabricação de veículos.
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