Polícia é acionada durante debate da Band e descarta ameaça de bomba em carro

Jornalistas no pátio da TV Band enquanto policiais fazem averiguação do veículo estacionado no local Joelmir Tavares/Valor O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da Polícia Militar de São Paulo investigou uma ameaça de bomba no carro que levou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao debate da Band, em São Paulo, realizado na noite deste domingo (18). O veículo estava estacionado no pátio da emissora e, depois das vistorias, não foi identificada a presença de artefatos. Mesmo durante a averiguação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e aliados do petista foram mantidos no local. Primeiro debate entre Lula e Flávio é marcado por troca de acusações Segundo a assessoria de Flávio, a polícia legislativa do Senado, que faz a segurança do candidato do PL, identificou uma ameaça de bomba no carro e acionou a Polícia Militar, que levou o esquadrão antibombas à emissora. Ainda segundo a assessoria, dois cães farejadores sentaram próximos ao radiador do carro, em um sinal de que teriam identificado explosivo. A assessoria de Flávio disse que a informação sobre a suposta bomba teria chegado à equipe do candidato no meio do debate. Flávio saiu da emissora no carro do governador do Estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos), logo após o fim do debate, sem falar com a imprensa. O presidente Lula e aliados, no entanto, ficaram na Band por alguns minutos após o confronto e concederam entrevista. A equipe de segurança do presidente não demonstrou preocupação com qualquer tipo de ameaça. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, sob o comando do governador Tarcísio de Freitas, afirmou ter recebido uma denúncia sobre uma possível ameaça de atentado contra Flávio Bolsonaro. A Polícia Militar foi acionada e enviou equipes do Gate, incluindo o Esquadrão de Bombas e cães farejadores, para realizar uma varredura no local. “Após as vistorias, não foi identificada a presença de artefatos explosivos”, afirmou a secretaria, na nota. O comandante do esquadrão de bombas, capitão Vitor Capello Haddad, confirmou que a denúncia sobre uma eventual bomba foi feita pela polícia legislativa do Senado. Dois cães farejadores teriam identificado indícios de explosivo, mas foi um “falso positivo”. “Foram só misturas que volatilizaram e traíram aí a noção dos cães”, disse. Não foi encontrado nenhum pacote com suposto explosivo. O comandante não soube explicar qual teria sido a denúncia recebida pela polícia legislativa. “Fomos acionados durante o debate, não tenho exatos detalhes de como a polícia do Senado recebe essa denúncia.” Questionado se era seguro permanecer no local durante o debate, mesmo com o suposto artefato, Capello Haddad disse que sim. A imprensa só soube da suposta ameaça minutos após o fim do debate, quando Lula já tinha concedido entrevista, porque a saída da emissora foi bloqueada momentaneamente. A assessoria da Band não quis se pronunciar. Equipe do Gate e cães farejadores buscam suposto artefato em carro no estacionamento da TV Bandeirantes Cristiane Agostine/ Valor

CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real