Na terça‑feira, 03/11/2026, as ações da Dasa (DASA3) despencaram 14,43%, cotando R$ 2,55 por volta das 12h45 (horário de Brasília), após o UBS BB rebaixar a recomendação de compra para neutra e baixar o preço‑alvo para R$ 3,40. O analista atribuiu a queda ao maior risco de juros, que pressiona o resultado financeiro da companhia e eleva o custo de capital, estimando que a taxa mais alta reduz em 6% o lucro líquido projetado para 2027. O banco também ressaltou que a Dasa possui R$ 1,3 bilhão em vencimentos de dívida em 2028, o que pode limitar a recuperação das ações. A mudança integra uma revisão mais ampla das empresas de saúde, na qual o UBS BB aumentou em 1 ponto percentual as premissas de custo de capital próprio (COE) para o setor e reduziu os preços‑alvo entre 5% e 28% em razão da deterioração da curva de juros brasileira após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre as demais companhias citadas, o efeito da alta de juros reduz em 7% o lucro da Hapvida (HAPV3), em 1% o da Rede D'Or (RDOR3) e da Fleury (FLRY3), enquanto a Bradsaúde (SAUD3) poderia registrar crescimento de 5% no lucro líquido. O UBS BB manteve recomendação de compra para a Rede D'Or e destacou a Apple (AAPL) como foco de atenção nos mercados dos EUA.
A decisão de ajuste de custo de capital pelo UBS BB e a subsequente alteração da recomendação são os fatores que definem o desfecho imediato da ação da Dasa. O próximo evento determinante será a divulgação do relatório de gestão de 2026, que conterá as projeções de lucro e a avaliação do impacto da curva de juros no resultado financeiro. A data prevista para essa divulgação é 30/11/2026.
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