Invesco: Queda do Preço do Petróleo no Estreito de Ormuz 'Exagerada'

Kathy Kriskey, da Invesco, Head de Estratégia de ETFs Alternativos, afirmou que a recente 'freefall' nos preços do petróleo está 'overdone', mesmo com a continuidade da navegação no Estreito de Ormuz, que tem sido alvo de ataques. Essa perspectiva sugere que o mercado pode não estar precificando adequadamente o risco geopolítico subjacente, o que poderia levar a uma correção altista na commodity. O mecanismo de mercado reflete uma possível subavaliação do prêmio de risco geopolítico na oferta global de petróleo. Consequentemente, ativos de energia como USO e XOM podem se beneficiar, enquanto setores dependentes de custos de combustível, como companhias aéreas (AZUL4) e fabricantes (AAPL), enfrentariam pressões. Em 1990, a invasão do Kuwait e a subsequente Guerra do Golfo causaram um pico de 150% nos preços do petróleo em poucas semanas, exemplificando a sensibilidade geopolítica. O próximo gatilho a monitorar é a evolução dos ataques e a retórica diplomática na região, que podem alterar rapidamente a percepção de risco. No médio prazo, se a visão de Kriskey se concretizar, o petróleo pode buscar patamares de preço mais elevados, pressionando a inflação e impactando balanças comerciais.

Análise

Nos próximos 4-6 semanas, o mercado de petróleo deve permanecer volátil. O Brent ($73.57 hoje) pode testar a resistência de US$78-80 se a percepção de risco escalar, impulsionado pela reavaliação dos ataques no Estreito de Ormuz. Um gatilho para a aceleração seria uma interrupção real na navegação ou uma declaração oficial de escalada. Caso contrário, se as operações continuarem estáveis, o preço pode retestar o suporte de US$70, alinhado com a tendência de queda recente.

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