Frank Flight, da Citadel Securities, alterou sua projeção para títulos de longo prazo dos EUA, passando de uma visão bearish para um cenário de rally, citando posicionamento excessivo do mercado e dados inflacionários mais favoráveis. Essa mudança de perspectiva implica uma expectativa de queda nos rendimentos dos Treasuries longos, impulsionada pela percepção de que o mercado já precificou o pior e que a inflação arrefecida abre espaço para uma política monetária menos restritiva. Ativos como ETFs de títulos de longo prazo (TLT) e empresas de crescimento sensíveis a juros (NVDA) poderiam se beneficiar, enquanto o dólar (DXY) e bancos (ITUB4) poderiam ser pressionados. Para o investidor brasileiro, a queda dos juros nos EUA pode aliviar a pressão sobre o câmbio (USDBRL) e favorecer o IBOV, especialmente setores sensíveis a juros como varejo e construção (CYRE3). Em 2013, o 'taper tantrum' viu uma reversão abrupta do mercado de títulos, com rendimentos subindo apesar das expectativas de estabilização, mostrando a volatilidade de previsões macro. Os próximos dados de inflação (CPI) e a decisão do FOMC (2026-09-16) serão cruciais para validar ou refutar essa nova perspectiva otimista. No médio prazo, o cenário depende da trajetória da inflação e da política do Fed, com riscos de uma inflação persistente ou de uma recessão mais profunda alterando a direção dos bonds.
Nas próximas 4-6 semanas, o mercado de bonds longos deve permanecer volátil, com o rendimento do Treasury de 10 anos oscilando entre 4.4% e 4.7%. O payroll de setembro (2026-09-04) e a decisão do FOMC (2026-09-16) são os principais gatilhos. Se o FOMC indicar uma postura mais dovish, o TLT ($83.47) pode subir 2-3%. Contudo, se a inflação persistir, o rally pode ser abortado rapidamente, com juros voltando a subir, especialmente se o 10-year romper 4.75%.
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