El Niño pode ser o mais forte em 100 anos, alerta Nobre

F1: O climatologista Carlos Nobre, em entrevista à Exame, alertou que o próximo El Niño pode ser o mais forte em um século, trazendo eventos climáticos extremos. F2: Um El Niño intenso costuma provocar secas severas na América do Sul e nos EUA, além de chuvas excessivas na Ásia, alterando a oferta de grãos e elevando custos de produção agrícola. F4: Para o investidor brasileiro, o risco de queda da produção agrícola eleva a volatilidade do real frente ao dólar e pressiona a inflação de alimentos, impactando o IBOV e a Selic. F6: Em 1997‑98, um El Niño forte reduziu a produção de soja na América do Sul em 12 % e disparou os preços internacionais em até 15 %, beneficiando exportadores. F7: O próximo gatilho a monitorar são as medições de temperatura da superfície do mar no Pacífico nas próximas semanas, que confirmarão a intensidade do evento. F8: No médio prazo (3‑6 meses), espera‑se alta de 5‑10 % nos preços de soja e milho, impulsionando as ações de exportadores, enquanto setores de ração e carne podem registrar queda de 3‑5 %.

Análise

Nos próximos 3‑6 meses, se o El Niño se confirmar como o mais forte em 100 anos, espera‑se alta de 5‑10 % nos preços de soja e milho, impulsionando AGRO3, ADM e BG; monitorar as anomalias oceânicas no Pacífico como gatilho.

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