Um estudo recente da Riza Asset aponta que o Brasil consolidou condições para um novo ciclo de investimentos em infraestrutura, com o estoque de debêntures incentivadas podendo atingir quase R$1 trilhão. Esse cenário, impulsionado pelo setor de rodovias, demandaria que os fundos especializados no setor mais do que dobrassem de tamanho na próxima década, direcionando capital para projetos de longo prazo. O mecanismo econômico reside na canalização de recursos via esses fundos, que oferecem incentivos fiscais, para o financiamento de grandes projetos de infraestrutura, como concessões de rodovias, saneamento e energia. Empresas do setor de concessões e utilities, como CCR, Ecorodovias, Rumo, Sabesp e Equatorial, são diretamente afetadas, pois teriam maior acesso a capital para expansão e melhorias. O estudo da Riza Asset reflete uma perspectiva otimista para o setor. Um paralelo histórico pode ser traçado com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado em 2007, que mobilizou bilhões em investimentos em infraestrutura, impulsionando diversos setores por anos. O próximo gatilho a monitorar são os anúncios de novos projetos de concessão e leilões de infraestrutura, bem como a evolução do arcabouço regulatório. O desfecho dependerá da estabilidade regulatória, da atratividade dos novos projetos e da capacidade efetiva de captação e alocação de capital por parte desses fundos.
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