Jesse Pollak, criador da blockchain Base, afirmou que ações tokenizadas e stablecoins não atreladas ao dólar serão os motores de um "superciclo de tokenização" iminente. A Coinbase, por meio da Base, lançou ações tokenizadas há seis semanas, alcançando volumes diários de transação entre US$ 70 milhões e US$ 100 milhões, conforme Pollak. A tokenização de ativos do mundo real (RWAs) em blockchains como a Base cria uma nova camada de liquidez e acessibilidade, permitindo negociação 24/7 e fracionamento. Isso reduz barreiras de entrada para investidores e otimiza a eficiência de capital, expandindo o mercado de ativos tradicionais para o ambiente digital. O aumento da tokenização global pode impulsionar a demanda por infraestrutura blockchain e tokens que facilitam essas operações, impactando indiretamente investidores brasileiros com exposição a plataformas de negociação global ou ETFs de cripto com foco em RWA. O crescimento do mercado de stablecoins dolarizadas, que ultrapassou US$ 100 bilhões em capitalização em 2021, demonstrou o potencial de digitalização de moedas fiduciárias, um análogo à tokenização de outros ativos. O próximo dado a monitorar é a evolução do volume de negociação de ações tokenizadas na Base, além de anúncios de novas listagens ou parcerias. O sucesso do superciclo dependerá da clareza regulatória, da aceitação institucional por grandes gestoras de ativos e da capacidade das blockchains de escalar para suportar volumes massivos de transações.
A sustentabilidade do volume de ações tokenizadas na Base, acompanhada pelos anúncios de novas parcerias e o posicionamento de reguladores globais sobre RWAs, definirá o desfecho do 'superciclo'.
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