Recompra de Títulos do Tesouro dos EUA Impulsiona Ouro, diz UBS

O Tesouro dos EUA, sob a liderança do secretário Scott Bessent, planeja intensificar a recompra de títulos de dívida de longo prazo, conforme destacado pela UBS. Essa estratégia visa controlar os rendimentos (juros) na ponta mais longa da curva, tornando o custo de financiamento do governo mais gerenciável. Quando os juros dos títulos de longo prazo caem, o ouro, que não oferece rendimento, torna-se relativamente mais atraente para investidores, funcionando como um 'porto seguro' alternativo ao dinheiro que 'paga pouco aluguel'. Essa dinâmica beneficia ETFs como GLD e IAU, e as ações de mineradoras de ouro como NEM e GOLD. Para o investidor brasileiro, a queda dos juros globais pode aliviar a pressão sobre os juros futuros locais, potencialmente fortalecendo o BRL e impactando positivamente o IBOV, embora o efeito seja indireto. Historicamente, períodos de flexibilização monetária ou gerenciamento de dívida, como o Quantitative Easing (QE) pós-2008 e 2020, viram o ouro valorizar-se significativamente, com ganhos de +20-30% em alguns ciclos. O próximo anúncio do Tesouro sobre os detalhes das recompras e a ata da próxima reunião do FOMC serão gatilhos importantes a monitorar. No médio prazo, essa política pode solidificar o ouro como um componente essencial para a proteção do capital contra a desvalorização da moeda e riscos inflacionários.

Análise

O ouro deve encontrar suporte firme e tem potencial para uma alta de 2-4% nas próximas 4-8 semanas, impulsionado pela política de recompra de títulos do Tesouro e pela contínua busca por ativos de valor. Os principais gatilhos a monitorar são os próximos anúncios de recompra do Tesouro e as comunicações futuras do FOMC sobre a política monetária.

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