Ataques com drones no Mar Negro elevam preocupação da OTAN

A guerra entre Rússia e Ucrânia intensificou-se no Mar Negro, onde ataques com drones atingiram ao menos nove navios mercantes nas proximidades da Romênia e da Bulgária, ambos membros da OTAN, em outubro. Autoridades dos dois países e serviços de monitoramento marítimo relataram cerca de 30 marinheiros mortos ou desaparecidos. Muitos dos navios estavam ancorados perto do Canal de Sulina ou transitavam por ele, ligação entre o Danúbio e o Mar Negro, usado pela Ucrânia para exportações. O primeiro‑ministro búlgaro, Rumen Radev, sugeriu que os ataques favorecem interesses de Moscou, enquanto a Rússia negou alvos e acusou a Europa de escalada ao enviar armas à Ucrânia. Em 25 de outubro, o Ministério da Defesa russo afirmou que seus drones atingiram um cargueiro a caminho de Chornomorsk. Após sete ataques, a OTAN anunciou, em 20 de outubro, o envio de aeronaves de patrulha marítima, radares e drones ao leste do Mar Negro. Três dias antes, caças romenos F‑16 abatiam dois drones que violaram seu espaço aéreo. Em 23 de outubro, um cargueiro afundou próximo a Constanta, com um morto e três desaparecidos, e o presidente romeno, Nicolae Dinescu, culpou a Rússia. No dia 28, três drones navais afundaram o porta‑contêineres grego "Contship Jet" na zona econômica exclusiva búlgara, com todos os 18 tripulantes resgatados. O incidente eleva risco à segurança da navegação e à rota de exportação de grãos ucranianos, além de impactar projetos energéticos como o gás offshore Neptun Deep da Romênia.

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