Goldman Sachs adotou uma postura mais pessimista em relação ao iene japonês, indicando que a moeda pode se enfraquecer ainda mais, mesmo diante de intervenções cambiais. Paralelamente, a instituição mantém uma visão bullish para o dólar americano, citando o crescimento impulsionado pela inteligência artificial e uma contínua 'escassez de oferta' no setor de energia. Esta tese sugere uma persistente divergência entre a política monetária acomodatícia do Banco do Japão e a postura mais restritiva do Federal Reserve, favorecendo o USD. O fluxo de capital para o setor de tecnologia, especialmente IA, e a estabilidade dos preços de energia nos EUA (dada a escassez global) sustentam a força do dólar. Para o investidor brasileiro, um dólar mais forte contra o iene pode significar um BRL mais fraco contra o USD se o Banco Central do Brasil não acompanhar, impactando importações e exportações. Historicamente, períodos de grande divergência monetária, como em 2014-2015, resultaram em forte apreciação do dólar e pressão sobre moedas de economias emergentes. O próximo gatilho será a comunicação do Banco do Japão sobre sua política monetária e a evolução dos dados de inflação e emprego nos EUA. A médio prazo, a persistência dessas tendências macroeconômicas deve continuar a moldar os fluxos de capital global.
Nas próximas 4-8 semanas, esperamos uma continuação da fraqueza do JPY, com o USDJPY testando a resistência em 158-160, ancorado pela persistente divergência monetária e pelo fluxo de capital para setores de IA e energia nos EUA. O principal gatilho de aceleração seria qualquer comunicação do BOJ que reforce a manutenção da política atual ou dados de inflação dos EUA que mantenham o Fed hawkish.
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