O Brasil implementa um novo marco regulatório para o Combustível Sustentável de Aviação (SAF), criando uma demanda obrigatória para o setor aéreo. No entanto, o custo de produção do SAF é consideravelmente mais alto que o do querosene de aviação tradicional, e a capacidade de oferta doméstica ainda é incipiente. Essa disparidade de preço e disponibilidade deve impulsionar as companhias aéreas, como AZUL4 e GOLL4, a priorizar a aquisição de créditos de carbono para cumprir as metas regulatórias, em vez de investir diretamente em SAF. O impacto para o investidor brasileiro se traduzirá em maior pressão sobre as margens das aéreas e uma potencial valorização de ativos ligados à geração de créditos de carbono, como ORVR3. Historicamente, a implementação de sistemas de comércio de emissões, como o EU ETS em 2005, mostrou que a demanda inicial por conformidade é frequentemente satisfeita por créditos de baixo custo, gerando volatilidade e atrasando investimentos em tecnologias de descarbonização mais caras. O principal gatilho a monitorar será a definição exata dos mecanismos de flexibilidade para o uso de créditos de carbono e os incentivos governamentais para a produção de SAF. No médio prazo, a adoção do SAF será gradual, com o mercado de créditos de carbono dominando a fase inicial de conformidade.
Nas próximas 6-12 semanas, o mercado monitorará a publicação dos regulamentos detalhados do marco SAF e os primeiros indicativos de preços para o SAF e os créditos de carbono. Se a flexibilidade para créditos de carbono for alta, a demanda por empresas como ORVR3 pode ver um upside de 10-15%. Caso contrário, AZUL4 e GOLL4 podem enfrentar pressão de queda de 5-8% devido ao aumento dos custos de conformidade.
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