O Tesouro Nacional vendeu R$ 33,3 bilhões em títulos prefixados nesta quinta‑feira (8), o maior volume financeiro desse tipo desde dezembro de 2020. A oferta totalizava 42 milhões de papéis, dos quais 35 milhões eram LTNs e 7 milhões NTN‑Fs; toda a oferta de LTNs foi absorvida, enquanto cerca de 1,17 milhão de NTN‑Fs permanecia sem compra. O aumento da oferta eleva a pressão de venda sobre títulos já em circulação, tendendo a elevar os rendimentos dos prefixados. O custo de financiamento para o governo e para empresas que utilizam a taxa prefixada pode subir, impactando o crédito no mercado interno. A reação dos investidores institucionais foi de absorção rápida das LTNs, sinalizando confiança na dívida soberana, mas o excesso de oferta pode gerar volatilidade nos spreads de crédito. Historicamente, o último leilão de tamanho similar ocorreu em dezembro de 2020, quando a oferta também superou a demanda parcial, gerando alta nos rendimentos dos prefixados. O desdobramento futuro dependerá da evolução da demanda nos próximos leilões e da política fiscal do governo.
A evolução dos rendimentos dos LTNs nos próximos leilões e a publicação dos resultados trimestrais dos bancos (ITUB4, BBDC4, BBAS3) definirão se a pressão sobre as carteiras de títulos será absorvida ou se gerará perdas significativas.
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