Ibovespa reage antes das eleições com Petrobras e Banco do Brasil em alta

Nesta sexta-feira (23), o Ibovespa, principal índice da B3, avançou 0,47%, alcançando 205.082,56 pontos, após ter operado no campo negativo durante grande parte do pregão. Apesar da recuperação no fechamento, a semana terminou com uma queda de 0,17% para o índice. A valorização foi sustentada por ações de empresas como Petrobras (PETR4), que subiu 1,47% acompanhando o petróleo internacional, Vale (VALE3), que avançou 0,67% após três pregões de perdas, e Banco do Brasil (BBAS3), que disparou 3,34%. Outros ativos que tiveram desempenho positivo incluem Itaú (ITUB4), com ganho de 0,63%, Bradesco (BBDC4), que avançou 0,74% após divulgar seu balanço do 3º trimestre, B3 (B3SA3), com alta de 1,72%, Embraer (EMBJ3), que ganhou 0,91% com novo recorde na carteira de pedidos, e Hapvida (HAPV3), que avançou 2,32%. Na ponta negativa, Santander (SANB11) caiu 0,79% e Magazine Luiza (MGLU3) recuou 0,70%. O dólar comercial encerrou o dia em queda de 0,90%, cotado a R$ 4,993. Segundo Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank, a recuperação da Bolsa reflete a combinação de dados econômicos e expectativas eleitorais. O IPCA-15 de outubro, que veio abaixo das expectativas, contribuiu para a queda dos juros futuros, aliviando empresas sensíveis às taxas. No entanto, o cenário externo, com bolsas americanas em recuo e o petróleo em alta devido às tensões no Oriente Médio, gerou preocupações com inflação e juros nos Estados Unidos, especialmente com a reunião do Federal Reserve prevista para a próxima semana.

Análise

O desfecho do segundo turno das eleições presidenciais no Brasil, cujo resultado será conhecido na segunda-feira (26), definirá as expectativas para a política fiscal, os juros e o comportamento dos ativos brasileiros. Adicionalmente, a decisão da reunião do Federal Reserve, prevista para a próxima semana, será crucial para a trajetória dos juros nos Estados Unidos e impactará o sentimento global. A evolução das tensões no Oriente Médio continuará a influenciar os preços do petróleo e as pressões inflacionárias.

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