Entre as 76 ações listadas no Ibovespa, 70 operam em queda nesta manhã após o segundo turno que reelegeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), contrariando as expectativas do mercado. Os papéis ligados às empresas de consumo doméstico e aqueles de companhias alavancadas são os mais afetados. Por volta das 12h20, o Ibovespa caía 15,10%, aos 174.120 pontos. Essas ações vinham em valorização após o resultado do primeiro turno, que colocou o candidato Flávio Bolsonaro (PL) à frente. Até sexta-feira (23), os bancos já tinham feito 90 revisões para cima nos preços-alvo dos papéis, principalmente nos setores de varejo, saúde, educação, logística e construção. Hoje, a maior desvalorização é sentida pela Vamos, empresa de locação de caminhões, máquinas e equipamentos, com queda de 57,10%. Na sequência vêm Magalu, com perda de 50,75%; Cyrela, com 45,32%; e C&A, com baixa de 44,94%. Ainda na lista das maiores quedas estão: B3 (-43,99%), Cosan (-43,85%), MRV (-43,26%), Assaí (-40,51%) e Localiza (-40,27%). Com desvalorização entre 36% e 39% estão: as empresas de educação Yduqs e Cogna; o BTG Pactual, Lojas Renner, a operadora de planos de saúde Hapvida, a varejista de moda Azzas 2154 e a Auren Energia. Smart Fit, Energisa, Motiva, a administradora de shoppings Multiplan, empresa de energia Equatorial, o Banco do Brasil e a empresa de shoppings Iguatemi operam com queda variando de 30% a 35%. Raia Drogasil, Vivara, Natura e Direcional Engenharia têm perdas na casa de 28%. Cerca de dez empresas estão com desvalorização de um dígito. Entre elas estão Gerdau (-3,33%), Banco Santander (-4,5%), Prio (-4,72%), Caixa Seguridade (-5,14%), BB Seguridade (-6,5%), Ambev (-7,97%), Tim (-8,59%), Telefônica (-8,60%), Brava Energia (-8,62%) e CSN Mineração (-9,22%). Na ponta oposta, com valorização, estão as companhias ligadas à exportação, que são beneficiadas pela alta do dólar, como Suzano (8,52%), Embraer (6,54%), Vale (5,38%), WEG (4,45%) e Bradespar (2,74%).
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