Governança corporativa deve considerar fatores geopolíticos, diz Eurasia

No 27º Congresso do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, realizado em São Paulo, Christopher Garman, diretor para as Américas do Eurasia Group, ressaltou que os acontecimentos internacionais de 2026 intensificaram a percepção das empresas sobre a importância de monitorar fatores geopolíticos. Ele explicou que a atual fase de "desordem", marcada por múltiplos conflitos, exige que os planos de governança incorporem análises de risco geopolítico para proteger cadeias de suprimentos, exposição a sanções e volatilidade regulatória. O público-alvo são conselhos de administração, investidores institucionais e gestores de risco que precisam adaptar políticas internas. O impacto chega ao investidor brasileiro por meio de possíveis ajustes nas estratégias de alocação de capital, revisões de políticas de crédito e alterações nas métricas de ESG nas empresas listadas na B3. Não foram relatadas reações imediatas de participantes ou de mercados. Um paralelo histórico pode ser traçado com a crise da Ucrânia em 2014, quando muitas companhias reforçaram seus comitês de risco diante das sanções ocidentais. O próximo gatilho a ser monitorado são novos desdobramentos de conflitos internacionais ou decisões de sanções que alterem o ambiente de negócios. O desfecho dependerá da evolução das tensões geopolíticas, da resposta regulatória dos governos e da capacidade das empresas de integrar esses fatores em seus processos de governança.

Análise

Os próximos desenvolvimentos de conflitos internacionais, decisões de sanções por grandes blocos econômicos e a publicação de relatórios de risco geopolítico por agências especializadas. Acompanhar a evolução de indicadores como o Global Geopolitical Risk Index (GPR) e as atas de reuniões de comitês de risco corporativo será essencial.

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